3321-2243 | 3321-2443
Av. Maurício Cardoso, 88
Erechim | RS

X
play

DIFUSÃO FM

play

DIFUSÃO AM

Notícias

15/05/2017

Temer diz que governo estuda ampliar faixa de isenção do IR

Compartilhe

Presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo federal estuda promover uma correção na tabela do Imposto de Renda para ampliar a faixa de isenção do tributo. Segundo o presidente, o tema ainda está em fase de "conversa inicial".



Durante entrevista a rádios regionais, o presidente foi questionado sobre novas medidas que o governo estuda adotar para a economia e sobre se a correção da tabela do IR seria uma delas.



Sem dar detalhes, respondeu: "O governo fez uma primeira análise para ampliar a faixa de isenção. Ainda é uma conversa inicial".



Em outro momento, ele voltou a falar sobre o assunto ao ser questionado sobre se a proposta em estudo seria dobrar a faixa de isenção do IR - neste ano, a faixa de isenção foi de R$ 1.903,98.



Nesta segunda, uma reportagem do jornal "Valor Econômico" afirmou que o governo preparava a proposta para tentar neutralizar um eventual impacto negativo causado pelas propostas de reforma trabalhista e da Previdência.



Houve uma fala sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção. Aqui, no Planalto, cadeiras e mesas têm ouvidos. Eu aprecio muitíssimo. Seria bom? Seria bom. Alcancaria uma margem de trabalhadores que seriam beneficiados. Mas é uma coisa complicada e foi fruto de uma breve fala que as paredes comentaram", afirmou.



Reforma da Previdência



Tida como a principal medida econômica do governo, a reforma da Previdência também foi assunto na entrevista. Ao ser questionado sobre quando o governo considera melhor votar a proposta, Temer respondeu que só levará o tema ao plenário quando tiver a certeza de que terá os votos necessários para aprová-la.



Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa de, pelo menos, 308 votos dos deputados para ser aprovada. Nos últimos dias, o governo intensificou as negociações para garantir que o texto passará na Câmara.



"É claro que o governo apreciaria votar isso o mais rapidamente possível. Mas temos também critérios para fazer essa avaliação. Cada lider de cada partido está levantando nome por nome proque não adianta ter 290 votos e levar para o plenário. Você só leva para o plenário se tiver 320, 330 garantidos para assegurar os 308 votos necessários", disse.



Temer acrescentou ainda que considera que o governo terá todos os votos entre a última semana de maio e a primeira de junho.



Questionado sobre uma eventual dificuldade de conseguir apoio ao texto, o presidente negou que o governo tenha "errado na dose" ao propor uma reforma previdenciária muito dura.



"Não errou. Nós fizemos uma reforma que imaginávamos que pudesse perdurar por 30 anos. Mas sabíamos que, chegando ao parlamento, haveria objeções e sugestões. Isso ocorreu com muita naturalidade. Pode ser que daqui a dez anos seja preciso fazer outra. Mas o nosso presidencialismo é democrático. O relator colheu as sugestões e eu dei autorização para negociar", concluiu.



Delações 'fantasiosas'



Temer também chamou de "fantasiosas" as acusações de ex-executivos da Odebrecht de que teria negociado propina de US$ 40 milhões ao PMDB - partido do qual Temer faz parte e que presidiu antes de assumir o governo. O depoimento veio a público em abril, quando o sigilo das delações foi levantado.



"Eu sentado numa cabeceira em reunião... US$ 40 milhões de reais é muita coisa. São coisas fantasiosas, mas que pegaram. isso tem de ser apurado ao longo do tempo", afirmou Temer sobre a delação. Ele pediu paciência para "deixar o Judiciário trabalhar" verificando as informações prestadas nos depoimentos.



O presidente falou ainda sobre o conteúdo da delação dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que trabalharam nas últimas campanhas petistas à Presidência, incluindo em 2014, quando ele foi eleito vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff.



Para Temer, não se pode incriminar a ex-presidente, que foi citada em diversos trechos pelos delatores. "Não é quem delata quem condena", defendeu.



Fonte:G1



 



 


Mais notícias