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Uso de bronzeadores no verão é desaconselhado por médicos

Publicado 20/12/2019 às 10:30
Imagem: Freepik/macrovector

Imagem: Freepik/macrovector

*Por Amauri Vargas, da Agência Einstein

Utilizado, durante muito tempo, como o único produto para ter a pele bronzeada pelo sol, o bronzeador não oferece proteção solar adequada e facilita as ocorrências de queimadura, gerando danos e a desidratação da pele.

Essa é a opinião de especialistas da área dermatológica, que apontam como vilão o baixo Fator de Proteção Solar (FPS) do produto. O índice é utilizado pela indústria farmacêutica e de cosméticos para designar a duração de tempo que uma pessoa pode permanecer expondo-se ao sol sem produzir eritema, ou seja, sem deixar a pele vermelha.

A falta de proteção é o principal problema do bronzeador, segundo a dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Priscila Ishioka. “Quando olhamos as prateleiras de produtos desenvolvidos para exposição ao sol, os bronzeadores se destacam pelos números de FPS mais baixos, como 9, 6, e até 3. O uso desse tipo de produto e uma exposição longa no sol causa graves danos à pele, especialmente no verão”, adverte.

De acordo com a médica, o mínimo de proteção que o protetor solar deve ter para uma exposição aos raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB) do sol, de forma saudável, deve ser de 30 FPS, “sendo as opções de 50 FPS as mais recomendadas”. Ela indica também que a porção do bloqueador solar utilizada em cada parte do corpo que será exposta deve ser generosa. E é muito importante que seja aplicada pelo menos 30 minutos antes da exposição, para que o produto tenha efeito.

“Quando pensamos em um protetor com FPS menor do que 30, praticamente não existe defesa. Isso quer dizer que, logo após aplicar a loção, a duração do produto em tempo de exposição é tão pequena que para a pele é como não ter passado nada. Na sequência, a pele começa a fritar, literalmente, fazendo com que suas células percam água”, descreve Priscila.

Para o bronzeado duradouro (e sem pele oleosa)

O segredo para ganhar – e manter – a cor que todos desejam no verão está na utilização de bastante protetor solar, sem esquecer da regrinha de aplicação 30 minutos antes, e com FPS maior que 30. E se a desculpa para não utilizar o protetor no rosto, uma das mais sensíveis áreas do corpo, for a oleosidade da pele, as opções faciais oil-free conseguem proteger essa área, sem estimular a oleosidade da pele.

“Quando a exposição ao sol é realizada de maneira segura, usando apenas protetor solar, dentro do vencimento e com FPS maior que 30, aquele dourado vai ser mais duradouro, porque a pele manteve-se hidratada e protegida. Assim, não vai descascar, levando consigo a cor que demorou tantas horas para ser conquistada”, conclui a dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

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