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Hospital Moinhos de Vento inicia pesquisa clínica que avaliará eficácia de tratamentos para Covid-19

Publicado 26/03/2020 às 06:57
Imagem: Steve Buissinne/Pixabay

Imagem: Steve Buissinne/Pixabay

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), se uniu ao Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) para coordenar estudos sobre o tratamento de pacientes hospitalizados devido à Covid-19. O objetivo é avaliar a eficácia, a segurança e o impacto na qualidade de vida de três possíveis tratamentos a pessoas infectadas.

Chamada de Coalização Covid Brasil, a aliança interinstitucional conta com o apoio do Ministério da Saúde e da farmacêutica EMS. Ao todo, mais de 1,3 mil internados serão acompanhados pelo projeto por um ano após a alta hospitalar. Participarão do estudo  entre 40 e  60 instituições hospitalares do País.

“É uma frente de trabalho formada pelos melhores hospitais do Brasil, que são referência em pesquisa científica e medicina de excelência”, destaca o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini. “Esses estudos darão segurança e tranquilidade para os profissionais tomarem decisões na hora de tratar os pacientes.”

De acordo com o superintendente de Educação, Pesquisa e Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Luciano Hammes, a iniciativa é essencial para proporcionar o melhor tratamento aos pacientes no Brasil. “É um vírus novo, e estamos conhecendo seus efeitos em tempo real. Vamos testar esses medicamentos e as consequências da doença e dessas terapias nas pessoas. Precisamos saber se funcionam, se são seguras e se há riscos de sequelas e de impacto na vida delas no futuro”, destaca Hammes, informando ainda que os primeiros resultados devem estar disponíveis entre 60 e 90 dias.

Análise de três tipos de tratamento
Serão três pesquisas. O Coalizão I avaliará se o tratamento com hidroxicloroquina é eficaz para melhorar o quadro respiratório de pacientes com menor gravidade internados por infecção com o novo Coronavírus. Também será observado se a adição de azitromicina pode potencializar o efeito do remédio e se traz benefício adicional. Serão acompanhadas 630 pessoas.

O Coalizão II envolverá casos mais graves, que necessitam de mais suporte respiratório. As pessoas receberão hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina. O objetivo será verificar possível efeito benéfico adicional, com potencial de melhorar os problemas respiratórios causados pelo vírus. Em torno de 440 pacientes participarão dessa etapa.

Por fim, o Coalizão III analisará a efetividade do anti-inflamatório dexametasona para pessoas com insuficiência respiratória grave, que necessitam de suporte de ventilação mecânica para respirar. Nessa pesquisa, serão incluídos 284 casos.

 

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